quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Lançamento do box: "A Caixa de Pandora"

Pessoal tomei conhecimento de um super lançamento sobre o nosso grande mestre Zé Ramalho, trata-se de um box com o titulo " Caixa de Pandora", com grandes sucessos e raridades de Zé que até o momento são inéditas.

Um super presente de Natal para os fãs!!!

Release
Esta “Caixa de Pandora”, que reúne em seus dois primeiros CDs os sucessos de Zé Ramalho, brinda os fãs e colecionadores, senão o próprio artista, com a reunião de preciosidades arquivadas na gravadora na última década. Material raro e ou inédito, que faz todo sentido chegar finalmente ao mercado com aprovação do próprio artista. Primeiramente, como mais um volume para a série “Zé Ramalho canta...”, temos no CD 3 o “Zé Ramalho Canta MPB”, com nosso herói interpretando músicas de compositores que prestigiou em seus discos – com destaque para as gravações inéditas de “Amigo” (de Roberto & Erasmo, em dueto com Fagner) e “Gita” (de Raul Seixas & Paulo Coelho, finalmente liberada). O quarto CD é ainda mais recheado de presentes, abrindo com 5 gravações inéditas de canções de Raul Seixas que haviam ficado somente na pré-produção do CD de 2001.

Na continuação, mais duas de Raul que Zé havia gravado para projetos coletivos. E aí temos algumas de suas participações especiais em discos de terceiros – entremeadas pela gravação inédita da versão que, ainda nos anos 80, Zé Ramalho fez para uma canção de Lou Reed e que na época não foi aprovada para lançamento. O volume 4 fecha as quatro bolachas de áudio com “In My Life”, música dos Beatles que muito simboliza o amor de Zé por tudo que fez e pelos amigos com quem trabalhou até hoje. E aí, finalmente, após anos de ausência no mercado, o DVD do projeto “Ao Vivo” de 2005, em que nosso artista revisita seus grandes clássicos. Um admirável presente para os fãs desse grande artista da música popular brasileira!
Repertório do box "Caixa de Pandora"

CD 1 – Sucessos anos 70/80
Avôhai
Vila do Sossego
Chão De Giz
A dança das borboletas
Admirável Gado Novo
Jardim Das Acácias
Frevo Mulher
Galope Razante
A Terceira Lamina
Ave De Prata
Força Verde
Eternas Ondas
Banquete De Signos
Taxi Lunar

CD 2 – Sucessos anos 80/00
Kriptônia
O Tolo Na Colina (The Fool On The Hill)
Mistérios Da Meia Noite
Zyliana/O Guarani
Mulher Nova, Bonita E Carinhosa Faz O Homem Gemer Sem Sentir Dor
Cidadão
Frevoador (Hurricane)
Cidades E Lendas
Batendo Na Porta Do Céu (Knockin' On Heaven'S Door)
Falido Transatlântico
Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores (Caminhando)
O Trem Das 7
Sinônimos
Entre A Serpente E A Estrela (Amarillo By Morning) (Ao Vivo)

CD 3 – Canta MPB
Gita
Amigo
Romaria
Águas De Março
Caçador De Mim
O Que É O Que É
Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar)
Planeta Água
Tempos Modernos
Bete Balanço
Um Índio (Album Version)
Pai e Mãe
Para Um Amor No Recife
Errare Humanun Est

CD 4 - Raridades
As Profecias
Água Viva
Cachorro Urubu
A hora do trem passar
Loteria da Babilônia
Eu Nasci Há 10 Mil Anos Atrás
Ave Maria da rua
Morceguinho (O Rei Da Naturea)
Ninguém é você (Nobody but you)
Dona Chica
Os Segredos De Sume
Meu Cariri
Astro Vagabundo
In My Life

DVD – “Zé Ramalho Ao Vivo”
A Dança Das Borboletas
Táxi Lunar
Ultimo Pau De Arara
Bomba De Estrelas
Banquete De Signos
Canção Agalopada
Eternas Ondas
Avôhai
Vila Do Sossego
Chão De Giz
Garoto De Aluguel
Admirável Gado Novo
Batendo Na Porta Do Céu (Knockin' On Heaven'S Door)
Meu Nome É Trupizupe
Sinônimos
Companheira De Alta-Luz
Entre A Serpente E A Estrela (Amarillo By Morning)
Frevo Mulher
Mistérios Da Meia-Noite
Medley Gonzagão / Sabiá / Asa Branca
Previsão para chegada nas lojas em 27/12/2010

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/musica/resenha/resenha.asp?nitem=17000701&ver=todos&sid=18935106112125860676136532&k5=2239433A&uid=


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Zé Ramalho Faz interferência em CD

"Estação Brasil". Este é o nome do disco que comemora 25 anos de carreira do músico Zé Rama­lho e também do show que será apresentado sábado, em Taubaté.
No disco, o 17 solo de Ramalho, o músico recria, inusitadamente, clássicos de Tom Jobim, como "Águas de Março", Lulu Santos, em "Tempos Modernos", e Mil­ton Nascimento, com "Caçador de Mim", entre outros nomes da música brasileira. Até mesmo Gonzaguinha foi lembrado, na canção "O que É, O que É".
Inéditas também compõem o disco, como "Neste Brasil Cabôco de Mãe Preta e Pai João", de auto­ria do próprio músico, que busca traçar o ponto de partida da músi­ca brasileira.
"Malandragem Dá um Tempo", música de Bezerra da Silva que foi percussionista da banda de Ra­malho, nos anos 70, resgata o bom samba, com um pouco do tempe­ro nordestino.
A mistura de samba, bossa-no-va, MPB e pop soa natural e de bom gosto no disco de Ramalho. Mesmo o hit "Não Quero Dinhei­ro", que Trm Maia lançou em 1971, ganha cara nova no álbum do músico nordestino.
Ramalho, que já gravou canções de grandes nomes da MPB, como Chico Buarque e Paulinho da Vio­la, traz em "Estação Brasil" uma homenagem a todos os músicos brasileiros. Das 20 músicas que compõem o álbum, 15 são can­ções repaginadas da MPB e so­mente cinco são de autoria de Ra­malho. Da guitarra ao iê-iê-iê, dos tambores do mangue beat ao vio­lão da bossa-nova, são muitos os estilos visitados por Ramalho nes­se disco.
Carreira
Compositor e intérprete conhe­cido pelo caráter nordestino, o paraibano Zé Ramalho só come­çou a pesquisar este estilo quando tinha 20 anos. Até então suas maiores influências eram o rock dos Beatles e dos Rolling Stones.
O músico começou a carreira ao lado de Alceu Valença e Geraldo Azevedo, com os quais fez vários trabalhos ao longo da carreira.
O músico despontou no cenário nacional em meados dos anos 70, quando Ramalho se mudou para o Rio de Janeiro, onde Vanusa gravou sua primeira composição de sucesso, "Avôhai".
Fonte:
Jornal "Folha de São Paulo" em 12 de Julho de 2003.
Acêrvo Zé Ramalho da Paraíba.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Alunos realizam mostra sobre a obra do cantor Zé Ramalho

Durante esta semana os alunos da Escola João Monteiro da Franca, no Conjunto Vieira Diniz, realizaram uma mostra com trabalhos alusivos ao Ano Cultural Zé Ramalho. Danças e recitais foram elaborados pelos próprios estudantes, como também a realização de palestras sobre vida e obra do cantor e compositor paraibano, que contou com a participação de alunos do ensino fundamental I e II e do programa de Educação de Jovens e Adultos (Eja). As atividades foram encerradas no fim da tarde desta quinta-feira (14).

Os alunos da escola trabalharam a musicalidade, o misticismo, a realidade social do sertanejo e a questão agrária, temas que permeiam toda a obra de Zé Ramalho. A realização da mostra representa a culminância de um projeto interdisciplinar que contou com a participação de toda a escola.

"A realização dessa mostra é um estímulo a fomentar produtores de cultura no universo escolar. É a partir daí que nós, gestores, nos colocamos como instrumentos multiplicadores e responsáveis por fazer eficiente a realização de atividades promissoras como essa", enfatizou a diretora da Escola João Monteiro da Franca, Dalvaci Rodrigues Pessoa.
"Precisamos incentivar nossos estudantes a reconhecer a multiculturalidade proposta pela obra de Zé Ramalho. O aluno precisa se alimentar da arte, da dança, do teatro, da música, da poesia, por isso que dentro do projeto visitamos todas essas áreas, de forma interdisciplinar, fazendo com que o estudante tenha contato com todas elas", afirma a professora de Artes Visuais, Anne Caroline Cunha.

Projeto Ano Cultural – Essa é quarta edição do Ano Cultural, que teve início em 2007 homenageando personalidades paraibanas que se destacam no cenário cultural brasileiro. O primeiro instituído foi o Ano Cultural Ariano Suassuna; em 2008, o Ano Cultural José Lins do Rego e em 2009 o Ano Cultural Sérgio de Castro Pinto.
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Em 15/10/2010

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

ZÉ RAMALHO FAZ SHOW DE ENCERRAMENTO DO ANO CULTURAL

A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), através da Secretaria de Educação e Cultura (Sedec), realiza nesta sexta-feira (24), um show nas areias da praia do Cabo Branco com o cantor e compositor paraibano Zé Ramalho. O evento está marcado para começar às 20h. O show faz parte das comemorações do Ano Cultural Zé Ramalho.
Momento antes do show os alunos vencedores do Festival de Música, que foi realizado no auditório da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, vão se apresentar no palco principal e receberão das mãos de Zé Ramalho, que é o homenageado do no Cultural, um teclado. Haverá também a exibição, em telões, de vídeos documentários sobre a história do cantor.
Durante todo o ano os alunos da rede municipal desenvolveram diversas atividades, sempre voltadas para obras de Zé Ramalho, tais como: Prêmio Estudante Destaque – produção de poemas com tema ‘Trilhando o imaginário de Zé Ramalho’; Festival de Música – produção musical inspirada na obra de Zé Ramalho; e Prêmio Projeto Interdisciplinar – Música Paraibana na Escola.
Estrutura – Para o show de Zé Ramalho, a PMJP está montando uma mega estrutura com um palco de 18x14 metros quadrados, camarins, três telões, 80 banheiros químicos, sendo quatro adaptados para deficientes físicos, e um espaço para 80 mil pessoas. a apresentação também contará com o apoio das polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Samu, além de 50 seguranças de uma empresa particular.
Zé Ramalho - Com mais de 30 anos de carreira e 23 discos gravados, Zé Ramalho é um ícone da música popular brasileira. Dotado de uma voz forte e um sentido lírico único, o cantor foi responsável por um dos capítulos mais instigantes da música popular brasileira de raízes nordestinas. Influenciado pela poética dos Beatles e dos Rolling Stones, entranhada com as referências absurdas de repentistas como Zé Limeira e Pinto do Monteiro, o paraibano recheou suas letras com doses de realismo fantástico típicas do imaginário coletivo nordestino. O resultado é a fusão moderna de rock com xaxado e galope à beira-mar.
Zé Ramalho já recebeu diversos discos de ouro e indicações ao Grammy Latino com trabalhos como o CD e DVD "Zé Ramalho canta Bob Dylan", lançado em 2008. O trabalho, indicado em 2009 na categoria melhor disco de rock, trouxe versões de sucessos do ídolo americano. Nesse álbum, Zé Ramalho apresenta uma fórmula musical de sua criação: MPB + Pop + Nordeste, aplicada às canções que permearam sua juventude, sonhos e desilusões. Em 2001, outro álbum do artista, "Nação Nordestina", foi indicado ao Grammy como melhor álbum de música regional.
Projeto Ano Cultural – Essa é quarta edição do Ano Cultural, que teve início em 2007 homenageando personalidades paraibanas que se destacam no cenário cultural brasileiro. O primeiro instituído foi o Ano Cultural Ariano Suassuna; em 2008, o Ano Cultural José Lins do Rego e em 2009 o Ano Cultural Sérgio de Castro Pinto.
Esse ano o projeto está sendo intitulado Ano Cultural Zé Ramalho, uma homenagem a um artista que amplia a visibilidade do Estado da Paraíba com sua música, que rompe as fronteiras regionais e cumpre seu papel de expressão universal. Sua obra se fará presente no cotidiano das escolas da rede municipal de ensino como subsídio para ações educacionais e culturais a serem desenvolvidas por estudantes de todos os níveis da educação municipal.
Fonte: SISAL FM

sábado, 18 de setembro de 2010

ENCONTRO ARTÍSTICO E ESPIRITUAL DO NORDESTE

Aconteceu em João Pessoa - PB, no pátio da igreja São Francisco em 16/11/1974 e teve a participação voluntária de vários artistas como: Carlos Aranha, Vital Farias, Marconi Notaro, Lula Cortes, Don Tronxo, Jarbas Mariz e os Selenitas entre outros. E o nosso grande poeta Zé Ramalho tambem estava lá!!!
Grande abraço à todos, me desculpem pela demora nas postagens é que estou um pouco sem tempo.
abraço aos ramalheanos visitantes freqüentes do site de Zé:
IVONILSON MAGALHÃES, AURILIO SANTOS, EUNICE LIMA, ADRIANO ROCHA, PAULO SILVIO, ALEXSANDER SOUZA ENTRE OUTROS.
Essa galera enrriquece o site do nosso grande mestre com suas mensagens, opiniões e esclarecimentos sobre sua obra.

sábado, 21 de agosto de 2010

CLIPE: CIDADÃO 1992

Em 1992 Zé Ramalho lançava o disco Frevoador e nele regravou um clássico da nossa música chamada Cidadão composta por Lucio Barbosa.
Aqui posta pra vocês o Clipe dessa Música, uma raridade que muitos não tinham tido a oportunidade de assistir, mas aqui, mostro pra essa grande massa ramalheana em primeira mão.
grande abraço à todos.
Rivanildo.

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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

SHOW EM FORTALEZA - CE 1994

Pessoal essa foi uma apresentação na cidade de Fortaleza -CE, que fez parte do programa "Som Brasil" da rede globo.

Bela apresentação do nosso grande mestre.

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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

NOVAS POSTAGENS

Pessoal depois de uma pequena ausencia, voltarei a publicar novas postagens para essa turma bacana que curte o som do nosso grande Zé.

Aguardem!!!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

CHAMADA DE ABERTURA DA NOVELA PEDRA SOBRE PEDRA

O ano é 1992 e a novela é "Pedra sobre Pedra", escrita por Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares.

As imagens da Chapada Diamantina, no sertão baiano, que abrigava a fictícia cidade de Resplendor, onde se passava a história, compuseram com o elenco encabeçado por Lima Duarte e Renata Sorrah e a música "Entre a Serpente e a Estrela", de Zé Ramalho, uma das chamadas mais bem elaboradas pela Globo.

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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Clipe Avôhai

Esse clipe de 1978 é uma raridade, posto aqui para os amigos e amigas ramalheanas que curtem a boa música desse grande profeta da mpb.

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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Minha Vila do Sossego.

Pessoal apresento à vocês a Vila do Sossego, depois posto uma foto da entrada da minha casa, pois como o Zé, eu também coloquei uma placa de madeira escrito “Vila do Sossego”acima da porta de entrada de minha residencia, ( todo mundo que passa na rua fica olhando!!! rsrsrsr ).

Essas fotos são do “ quarto do Zé”, depois posso fazer um pequeno vídeo pra mostra melhor pra vocês, talvez ( se tiver melhorado dessa maldita gripe), possa até arriscar tocar alguma musica do Zé com um desses violões os quais tenho muito carinho.

Fiquem atentos pois logo postarei um super clipe, raríssimo pra vocês!!!



olha aí meus violôes


Algumas pastas contendo matérias de jornais e revistas.












quarta-feira, 28 de julho de 2010

SHOW EM 1973

“ MEU ROCK ME AQUECE E ME INSPIRA NESSE INVERNO FRIO E CAUDALOSO”

Em 1973 o Jovem José Ramalho Neto acompanhado dos amigos, Luiz Hugo Guimarães Filho e Carmelo Guedes, apresentavam esse show para o público.

O roteiro original do show era o seguinte:

ABERTURA:
Os músicos entrarão no palco com lampiões de querosene na mão, e os colocarão ao seu lado. A musica de abertura deve dar a impressão de que a platéia esteja numa casa de campo, deve ser suave e brejeira.

MUSICA DE ABERTURA:
Letra e musica de José Ramalho Neto:

Seixos de pedreira / a mão no meu badoque
Mas me falta a pontaria / pra acertar na atenção
Canto de ponteio / através do capinzal
Nasço e morro todo dia / pra chamar sua atenção.
Que ela venha com fartura / rebentando ( bis )

OBS:
Terminada a musica, cada musico apagará seu lampião. O ambiente deverá ficar quase que totalmente no escuro; ( apenas por alguns instantes ).
Esse é o quadro para que se fale um pequeno texto.

TEXTO:
Só quando estou no escuro é que posso ver quanto os teus olhos são claro / E com eles chego ao clímax da explosão sentimental onde tudo vai bem quando tudo está mal / E quando meu pensamento explode vejo a luz / onde nela mais rápida a saudade penetra.
E num esforço supremo / temendo / escurece outra vez.
Não pretendo mais te olhar.

Terminado o texto era a hora de outra musica chamada MUDANÇA, de Hugo Guimarães.

OBS:
Depois da musica o palco ficará totalmente iluminado. Os artistas dirigirão palavras ao publico.

ZÉ RAMALHO EM VOZ ALTA:

AMÉRICA / AMÉRICA / Nós somos um continente / azul e perpétuo.
AMÉRICA / perpétua / o frio / Meu Rock / Quem quebrou as estátuas?

É isso aí galera, são preciosidades que tenho no meu acervo e aos poucos vou passando pra vocês.

Grande abraço pra todos
Rivanildo Alexandrino

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Zé Ramalho e Hugo Leão.

Olha aí pessoal essa é uma participação do nosso grande mestre Zé Ramalho no disco "Como é Bonito Ser Feliz" do seu grande amigo e parceiro Hugo Leão, na gravação da música "Grades do viver" no Mark Studio em Cabedelo-PB. Em Janeiro de 2008, onde cantam juntos esta canção.

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sábado, 24 de julho de 2010

Zé Ramalho e Zé do Caixão em 1982.

Pessoal este vídeo mostra o dia em que Zé do Caixão cortou suas enormes unhas ao vivo no programa Viva Noite de Gugu Liberato.

Só achei um pouco estranho ouvir ao fundo a música Orquídea Negra, pois o Gugu diz que aquele evento aconteceu em 1982, e como sabemos, essa música é do disco do mesmo nome da música lançado em 1983.

Mas ta aí, vale apena recordar!!!

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terça-feira, 20 de julho de 2010

CD PAÊBIRÚ ALEMÃO




Em 2004 descobri numa loja em São Paulo o cd Paêbirú que foi lançado na Alemanha naquela época.


O cd foi lançado pela Shadoks Music e apesar de não ser um lançamento oficial, os caras trabalharam direitinho e fizeram uma cópia fiel ao original, até mesmo o encarte ficou identico.


Bom, vindo da loja entrei em contato com o Zé que ficou muito interessado no cd pois ele não sabia ainda desse lançamento e pediu que eu comprasse o cd e enviasse pra ele, foi o que fiz, ele me mandou dinheiro para comprar dois, ( na época custava 80 contos cada ), um pra mim e o outro pra ele, o meu mandei pra ele autografá, e é esse logo acima.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

CLIPE EM BUSCA DO OURO

Aí está pessoal o Clipe da Música do Andreas Kisser ( Em Busca do Ouro), com participação do nosso grande profeta Zé Ramalho.

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sexta-feira, 9 de julho de 2010

ZÉ CANTA DISPARADA

Zé Ramalho cantando a música Disparada de Geraldo Vandré, uma raridade, presente para os fâs

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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Clipe A Dança das Luzes

Pessoal aí está uma preciosidade, com o tempo vou ficar postando outros aqui coisa que ninguem conhece ainda, material exclusivo do meu acêrvo.

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quarta-feira, 7 de julho de 2010

SHOW EM POMBAL-PB

Dia 30/06/2010 vai ficar na história de Pombal-PB, pois foi nesse dia que o grande profeta da MPB esteve fazendo um super show por lá.

Zé iniciou sua performance por volta das 23h15, quando a praça do Centenário já estava lotada. Os presentes se aglomeraram ao pé do palco, para ver de perto o artista paraibano. Sucessos consagrados como "Frevo Mulher", “Admirável Gado Novo”, “Chão de Giz” e “Garoto de Aluguel” e "Avohai" levantaram o público, durante aproximadamente 1 hora e meia.
Tive o prazer de presenciar essa grande festa, saimos da minha cidade à 131 quilometros de Pombal, eu e mais dois amigo Jenner e Lucidinho, só pra curtir o grande Avôhai.
Tive o prazer de dar um forte abraço em Zé depois de 5 anos que estive com ele pela ultima vez.
Na oportunidade do evento o meu grande amigo Aurilio Santos de Brejo do Cruz fez uma super exposição sobre o nosso grande poeta, onde compareceram um grande número pessoas para prestigiar um vasto material sobre Zé Ramalho dentre eles o nosso grande amigo Heitor, fâ de Zé vindo de São Paulo especialmente para esse evento.
No show fui abordado pela reporte da Tv Paraíba ( Filiada a Rede Globo ) para comentar sobre o show. Clique Aqui e assista o Video.


Abertura do show em Pombal


Rivanildo na exposição feita por Aurilio Santos


O amigo Aurilio atento aos visitantes do evento


Da esquerda para direita meus amigos Jenner e Lucidinho apreciando a exposição.

domingo, 27 de junho de 2010

O POP BRASILEIRO DESCOBRE A MÚSICA DE ZÉ RAMALHO


"Novela das oito faz de Admirável Gado Novo um hit de novo e cantor passa a ser cult entre jovens"

Impossível não se emocionar quando a novela "O rei do ga­do" retrata a questão dos sem-terra ao som da versão original de "Admirável gado no­vo", lançada pelo seu autor, Zé Ramalho, em 1978, num show no Teatro Tereza Rachel. A inclusão da música na trilha da novela de Benedito Ruy Barbosa injetou no­vo ânimo na carreira de Ramalho, que já vinha sendo cultuado pela juventude nos shows que apre­senta pelo país. Para comemorar o revigoramento da sua obra, o cantor está lançando um novo disco, "Cidades e lendas", e se prepara para gravar outro CD, ao vivo, com Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo. O quarteto sobe ao palco do Cane-cão, em agosto, para registrar o show "O grande encontro".

— Vejo uma conexão do meu trabalho com a garotada, por cau­sa do lado pop da minha música
— explica Ramalho, aos 47 anos.
—Eu descobri os violeiros nor­destinos depois de ter conhecido Beatles e Rolling Stones. A soma do pop com o Nordeste deu em Zé Ramalho.

Antes de começar a tocar com Alceu, em 1974, Ramalho empu­nhava a guitarra para interpretar covers de sucessos pop em bailes nordestinos. Na visão dele, é essa proximidade com o pop que fez com que Cássia Eller e Biquíni Ca-vadão regravassem "Admirável gado novo", recentemente.

— Esse renascimento da músi­ca, quase 20 anos depois, me dá a impressão de que ela tem uma di­mensão que eu mesmo nunca imaginei — diz Ramalho.—Tiran­do o lado romântico, a questão dos sem-terra é a trama mais im­portante da novela, e "Admirável gado novo" é uma música de luta, de guerrilha. Ela foi feita em fun­ção da repressão do povo brasi­leiro. A letra é atual porque fala do conformismo do nosso povo.

Ramalho conta que, quando gravou a música no seu segundo disco, em 1979, chegou a receber "* telefonemas anônimos que lhe pediam "cuidado" com os versos desesperançados da letra. Hoje, ele se gaba disso e celebra tam­bém o atual sucesso de "Chão de giz" na voz de Elba Ramalho. Feliz com a idolatria dos jovens, que lotam seus shows e cantam suas músicas em coro, Ramalho revela que um grupo mineiro de heavy metal, Lorde pra Leão, regravou "Frevo mulher". Zé Ramalho agora è cult. (Mauro Ferreira).
Jornal O Globo em 03/07/1996

quinta-feira, 17 de junho de 2010

ZÉ RAMALHO RETORNA DEPOIS DE ESTIAGEM

"Ele lança LP após quatro anos sem gravar"

Ser mandado em­bora de uma empresa não é algo muito agradável, ainda mais para um músico. Zé Ramalho passou por essa experiência quando a Sony Music (antiga CBS), selo pelo qual havia lançado seus nove LPs, deu-lhe o bilhete azul em 1990. Nem mesmo ele acreditou quando, graças ao sucesso da canção Entre a Ser­pente e a Estrela, recebeu o convite da própria Sony para voltar. E eis que surge Frevoador, décimo trabalho do artista paraibano, após quatro anos de estiagem.
Quando gravou Entre a Ser­pente e a Estrela especialmen­te para a trilha da novela glo­bal Pedra Sobre Pedra, Zé Ra­malho estava sem contrato. "Fui convidado para gravar apenas essa música, que aca­bou fazendo sucesso de forma espontânea, nem tema princi­pal da novela ela é, e isso reacendeu o interesse da Sony por mim", explica o cantor, sem negar a surpresa que sen­tiu. "Essa coisa de ser manda­do embora e voltar para a mesma gravadora logo em se­guida é muito rara".
Para o artista de 42 anos. o fato de lançar um disco por ano o prejudicou. "Após os estouros de meus primeiros LPs, era obrigado a gravar to­do o ano, e isso fez com que a qualidade de meu trabalho caísse e, consequentemente, as vendagens também", relem­bra. Após Décimas de Um Cantador, em 1987, o artista acabou sendo deixado de lado pela gravadora. "No início, eu achei bom, pois tive tempo de me reciclar, compor com mais calma, mas não esperava ficar tanto tempo sem gravar", ad­mite o artista.
Mesmo sem novo disco, o cantor e compositor prosse­guiu fazendo shows, e em 1990 e 1991 apresentou-se nos Estados Unidos. "Mantive um público fiel, e isso me deu a oportunidade de ver que a mi­nha obra conseguiu sobreviver aos modismos, mesmo comigo longe da mídia", constata. Ele encara o sucesso de Entre a Serpente e a Estrela como algo muito positivo. "Não só pelo sucesso em si, mas principal­mente por não se tratar de uma música de minha autoria, o que me abre a oportunidade de mostrar o meu lado de intérprete".

As dez canções incluídas em Frevoador foram escolhidas pela Sony de um total de 25. "É um trabalho mais leve, que surgiu de forma espontânea", define. Entre outras, o LP tem a faixa-título, versão do suces­so Hurricane, de Bob Dylan, na qual o artista paraibano procurou colocar elementos brasileiros, e Nona Nuvem, ho­menagem a George Harrison que inclui citações de Here Comes The Sun, do ex-Beatle. "Sou fã dele, que era o mais místico do grupo, inclusive o título dessa música é a tradu­ção de um LP dele, Cloud Nine", revela.
Além do novo disco, Zé Ra­malho lançará outro em maio, pela série Academia Brasileira de Música. "Eu regravei músi­cas nordestinas de autores como Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga e Geraldo Vandré, que são as minhas raízes, o que ouvi em primeiro lugar", diz, além de definir sua forma de compor. "Acho as fusões de diversos elementos fundamen­tais para a música, mesmo quando você erra. O risco vale a pena, pois dá para se fazer sempre a mesma coisa, e tam­bém acho necessário fugir dos estereótipos".

Jornal Folha de São Paulo em 15 de Abril de 1992

NOTICIAS

Pessoal estou há mais de uma semana sem internet na minha casa por isso a demora em postar novas matérias aqui.

Logo que puder postarei novidades ou matérias antigas e raras pra essa turma que faz parte da massa de Zé Ramalho.

Dia 30 provavelmente irei assistir o show em Pombal-PB, se tudo der certo postarei as fotos aqui.

Grande abraço à todos.

Rivanildo

terça-feira, 8 de junho de 2010

ZÉ E SUAS PALHETAS

Olha aí pessoal, pra quem não conhece, essas são as palhetas usadas pelo grande Zé em seus shows. Veja que as mesmas são personalizadas com seu nome.

Tive o prazer de ganhar algumas dele, e guardo-as com muito carinho.

Abraço à todos.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

NOVAS MUSICAS

Pessoal as músicas no novo cd já podem ser ouvidas no site oficial do grande Zé Ramalho.

Clique Aqui para ouvir.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Dez anos de Zé Ramalho

"Poeta do apocalipse", "místico" e "visionário" são alguns apelidos que Zé Ramalho •ganhou ao longo de sua carreira. Paraibano, cresceu ouvindo música nordestina e a ela uniu influências do pop urbano, principal­mente na parte instrumental.


Depois de fazer parte da banda de Alceu Valença, seguiu sozinho, lançou bons discos e conquistou seu lugar entre os "nordestinos" da MPB. Zé está completando 10 anos de carreira e lança seu 9 elepê, "Décimas de um Canta­dor" (CBS).


O título não se relaciona com a data, pois "décimas significa a modalidade dos versos, ou seja, versos de 10 linhas e cada linha com sete sílabas, de acordo com a linguagem de cantoria dos repentistas", explica Ramalho.


A mistura de sertão e capital produzida por Zé Ramalho continua neste disco que tem a particularidade de também fazer uma releitura de trabalho anterior do músico, em sucessos seus já gravados por outros ("Lua Semente" e "Mulher Nova Bonita e Carinho­sa faz o Homem Gemer sem Sentir Dor", ambas já gravadas por Amelinha), através de músicas incidentais ou pela presença dos Beatles, a maior influência estrangeira.


"Acredite Quem Quiser" é definida por Zé como "uma oração, um pedido a todos 'os deuses, crenças e fés", um spiritual (gênero entoado pelos escravos americanos nas igrejas) em estilo nordestino, que tem "Admirável Gado Novo'" (um dos maiores sucessos de Ramalho) como música inci­dental.
"Number 9" (do "Álbum Branco" dos Beatles) serve de abertura para "Décimas 'de um Cantador", poema de Zé (incluído no livro "Carne de Pescoço", de 1982) musicado pelo parceiro Flaviola; na balada "Pelos Telefones", Ramalho homenageia Bob Dy­lan, utilizando "Lay Lady Lady" como música incidental;
"Aldeias de Borborema" é uma tentativa de Ramalho para unir "Ocidente e Oriente" através da música nordestina, on­de ele consegue fazer uma viola soar em alguns momentos como se fosse uma cítara indiana:
"Mary Mar" é uma marchinha estili­zada cujo refrão é bem antigo, da época em que Zé cantava pelos bares de João Pessoa e era apaixonado por uma garota chamada Mary: os Beatles voltam em "Ser Boy", ver­são de "This Boy", uma homenagem a Lo­bão; "Hino de Duran" (de Chico Buarque). tema da "Ópera do Malandro", tem um des­fecho bem interessante, pois a música inci­dental ("Deixa Isso Pra Lá", velho sucesso de Jair Rodrigues), apesar de modificar total­mente o ritmo do "Hino", o faz de uma ma­neira tão suave que parece fazer parte do originai. Das músicas anteriormente grava­das por Amelinha, "Mulher Nova..." é o des­taque, recriada no clima de repente.


Hoje Zé não faz um trabalho tão acessível ao grande público, como nos seus primeiros discos. Depois de uma fase ruim. recupe­rou-se da falta de criatividade no elepê ante­rior e. agora, nos brinda com um dos mais interessantes álbuns de sua carreira.
Fonte: Jornal da Tarde em 15/09/1987 Salvador BA.

domingo, 30 de maio de 2010

AS COLUNAS DO TEMPLO DA MÚSICA NORDESTINA

Confiram o grande mestre Zé Ramalho falando sobre o novo cd: Zé Ramalho Canta Jackson do Pandeiro.

Clique aqui para assitir!!!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Vila do Sossego ( minha casa )



Alguem lembra dessa camisa que estou vestido??? Pois é, essa é a camisa que o Zé usou nas gravações do documentário " O Hedeiro de Havôhai", do amigo Elinaldo Rodrigues, ao qual eu agradeço por ter colocado o meu nome na parte dos agradecimentos ( terminando o documentário, em agradecimento São Paulo - Rivanildo do fa clube Kryptônia- pois na época eu morava em São Paulo e esse era o nome do meu fa clube ).

Essa camisa foi presenteada ao meu amigo Aurilio Santos, e em uma das visitas dela aqui à Vila do Sossego, trouxe-a e tirei essa foto com ela.

Olha aí amigo Alexsander!!!! como falei, aí está a Vila do Sossego!!!
Depois posto fotos do acervo!!!

abraço.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Passando por Brejo do Cruz

Pessoal depois de um fim de semana meio cansativo, pois pratico pesca sub e fui a uma pescaria um pouco distante de onde moro, que alias, essa pescaria não foi muito boa pois tava fraco de peixe.

Mas o melhor da viagem foi que o percurso incluiu a cidade de Brejo do Cruz, terra do nosso grande mestre. E adivinhe qual foi o cd que botamos pra tocar quando estáva-mos passando por lá???
Acertou quem disse Zé Ramalho.

Nada como ouvir Avôhai passando em frente a Pedra de Turmalina. Muito bacana pessoal!!!

No mais forte abraço à todos.

Rivanildo

Novo cd Já está à venda.

Pessoal segundo a administração do site oficial do Zé Ramalho, o novo cd: Zé Ramalho Canta Jackson do Pandeiro, já se encontra à venda nos sites: www.livrariasaraiva.com.br; www.livrariacultura.com.br; www.videolar.com e http://www.siciliano.com.br/

Compre já o seu!!!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

ZÉ PARTICIPA DO CLIPE "MORMAÇO"

Clique aqui e assista o Clipe "Mormaço" dos Paralamas do Sucesso com participação de Zé Ramalho.

CAPA DO CD "ZÉ RAMALHO CANTA JACKSON DO PANDEIRO"



Pessoal aqui está a capa do novo cd “Zé Ramalho Canta Jackson do Pandeiro”!!!

Grande abraço à todos os ramalheanos que visitam esse blog!!!

Valeu Helder!!!!!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Animação Nordestina

Fagner, Moraes Moreira, Zé Ramalho e Jackson do Pandeiro formam o respeitável time de músicos que se apresentarão segunda-feira no João Caetano com renda para financiar a pu­blicação de Anima II, dos poetas José Carlos Capinam e Abel Silva.
Jornal O Globo Quinta Feira 07/04/1977

Taí pessoal como o Zé citou na entrevista, ele esteve com o Jackson do Pandeiro no Teatro João Caetano em 1977.

terça-feira, 18 de maio de 2010

ZÉ RAMALHO REVISITA OBRA DE OUTRO RELEVANTE PARAIBANO

Zé Ramalho acaba de gravar um CD, para o selo Discobertas, só com músicas pinçadas do repertório de Jackson do Pandeiro. Nesta entrevista exclusiva, ele fala sobre Jackson, explica porque gravou determinadas músicas, elogia as bandas de "fuleiragem music", se mostra desiludido com o mercado do disco e não sabe se ainda fará um com composições inéditas. Confira.
Quem nasceu no Nordeste cresceu ouvindo Jackson e outros nomes do forró, que tocava muito nas rádios da região. Qual a lembrança mais antiga que você tem de Jackson, de uma música dele?
ZÉ RAMALHO – No final da década de 50, a partir dos meus dez anos de idade, morava em Campina Grande e, nesse tempo, Jackson tocava muito no rádio. E, provavelmente, uma das músicas mais executadas em rádio AM era Sebastiana. Havia também algumas marchas de Carnaval que Jackson gravava, nesse tempo.
E a influência de Jackson em sua música. Ela está presente onde? No ritmo, na abertura para cantar todos os gêneros e usar todos os instrumentos?
ZÉ RAMALHO – Primeiro, na contagiante alegria que ele me passa quando escuto seus discos. E o mais importante dado que me passou foi o senso de divisão do seu canto. Domínio total dos compassos e pausas, brincando como um moleque dentro da melodia e das palavras. Um mestre que, cada vez mais, depois da sua prematura morte, é reverenciado por toda a comunidade da MPB.
Na época em que você tocava com Alceu chegou a fazer shows com Jackson? Como era a relação entre ele e vocês, todo mundo na época meio hippie, cabeludos e tal?
ZÉ RAMALHO – Alceu fez um Projeto Pixinguinha com Jackson do Pandeiro. Eu já não tocava mais na sua banda, mas tive oportunidade, aqui no Rio de Janeiro, de participar de um show no Teatro João Caetano, onde Jackson estava entre nós, cabeludos hippies. Eu, Fagner e Moraes Moreira. E também estive com ele nos camarins dos shows da vida.
Uma influência obviamente forte em sua carreira vem da cantoria de viola, mas isso começou depois do filme de Tânia Quaresma, Nordeste: cordel, repente, canção, em que você trabalhou com Lula Cortês, ou já a trazia de antes?
ZÉ RAMALHO – O filme da Tânia Quaresma não tem absolutamente nenhuma presença de Lula Cortês. Eu fui o rastreador e diretor musical em algumas gravações, que foram feitas pelos sertões nordestinos. E a ligação com a cantoria já havia em mim, por isso mesmo que fui solicitado pela diretora Tânia Quaresma para fazer parte da equipe de gravação do filme. (Nota: na faixa 4, do LP 1, da trilha sonora do documentário, Zé Ramalho e Lula Cortês cantam Martelo alagoano, atribuída a Zé Limeira).
E Jackson realmente criou toda uma escola de cantar, em gente como Jacinto Silva, Oswaldo Oliveira, Joci Batista, Silvério Pessoa, Gilberto Gil. Você concorda que as três mais importantes vozes-guia da MPB foram Orlando Silva, Jackson do Pandeiro e João Gilberto?
ZÉ RAMALHO – Concordo, mas tem que ser colocada mais uma voz: a do mestre Luiz Gonzaga, que está na mesma altura dos nomes que você citou.
No release do disco, você cita Jackson como uma das duas pilastras que seguram a música nordestina. Apesar disto, praticamente toda a discografia dele está fora de catálogo. Como você explicaria isso?
ZÉ RAMALHO – Bem, em se tratando de músicas de raiz, como é o caso do Jackson, não há nenhum interesse em relançar a discografia dele, que é muito extensa, em formato CD. Quem tem os discos originais em vinil está com o tesouro, muito embora várias edições originais tenham sido formatadas em CD e postas à venda. Pena que não existam mais gravadoras e os acervos que elas continham foram para o beleléu.
O repertório de Jackson do Pandeiro é caudaloso. Qual critério para escolher as quatro músicas gravadas especificamente para esse projeto?
ZÉ RAMALHO – O primeiro critério é o sentimento que essas canções, que eu regravei, me passaram. Por exemplo, a música que abre o disco, Lamento cego, é uma recordação que ele teve das feiras nordestinas e dos cegos, mendigos e pedintes que existiam nesses eventos. É um sentimento puro, que eu senti cantando tal lamento. Assim como a música Lá vai a boiada também contém um sentimento triste, pois fala da paisagem, também muito triste, da seca nordestina. Além de Quadro negro, que mostra a sagacidade e a malícia inteligente e perspicaz, que expõe a letra. Nesse caso, uma alegria e mais uma molecada do Jackson.
Você, no passado, gravou um disco com músicas gravadas por Luiz Gonzaga, que foi o seu show de São João. Este de Jackson seria seu disco junino?
ZÉ RAMALHO – Não faz assim tanto tempo que eu lancei Zé Ramalho canta Luiz Gonzaga. Pode ser considerado um disco junino, mas ao mesmo tempo, ele é solto, independe da estação sazonal. Poderá ser ouvido a qualquer dia e a qualquer hora.
Você é presença garantida nas maiores festas de São João do Nordeste, porém o forró autêntico vem sendo, digamos acuado, pelas bandas que se dizem de forró, mas que chamo de fuleiragem music. Como você vê o sucesso destes grupos, produzidos por grandes empresários?
ZÉ RAMALHO – O sucesso desses grupos não pode ser questionado como fuleiragem, porque não acho que sejam. Fazem um formato diferente do ritmo que se chama de forró, revestido de luxo, sensualidade e riqueza na produção. Apenas não podem ser chamados de grupos de música de raiz. Se a avaliação crítica não gosta, nem se agrada dessas bandas, nada poderão fazer, diante do sucesso e público que eles alcançaram.
E disco de inéditas, Zé, quando vem o próximo?
ZÉ RAMALHO – Não sei ao certo. Tenho material inédito para gravar, só que não sei quando. De vez que, cada vez menos, há um público que compre discos em lojas – cada vez mais escassas – ou em sites, a que só uma parte do público consumidor tem acesso. É como atirar pérolas aos porcos. Não sei se terei tolerância e paciência para gravar um disco só com minhas músicas, letras e arranjos, para ter que ser, também, o lançador, controlador e recolhedor em todo o processo de consumo. É um saco e uma tristeza me ver nesse tempo em que os valores foram invertidos. Rádios, televisões, mídia em geral, nenhuma dessas facções se interessará por nenhum disco que tenha músicas inéditas – não importando o artista, nem o tempo de carreira que ele tenha.
Fonte: José Teles ( Musicaria Brasil )

domingo, 16 de maio de 2010

Zé Ramalho, Quem diria?

Sábado, Zé Rama­lho e Amelinha, no Ibirapuera. Só isso. Um anunciozinho mixo nos jornais, alguns humildes cartazes em preto-e-branco colados nos tapu­mes da cidade, nada de grandes comerciais de TV, nada de coloridos out-doors.

Sábado, Zé Ramalho e Amelinha, no Ibirapuera, arrastaram sessenta mil pes­soas ao pé do palco monta­do no gramado do Parque. A maioria absoluta, garotos e garotas de 16 a 20 anos, que chegavam aos magotes, vin­do de ônibus, de carro, de moto, de bicicleta, "de a pé". Sessenta mil pessoas, treze casos de histeria, dois feri­dos.

O show estava marcado para as cinco horas. Às duas o povo já começou a chegar. Quando os dois artistas sur­giram, a chamada massa humana se espremia toda, o empurra-empurra comprimia as filas da frente contra o pal­co. "Frevo Mulher! Frevo Mulher!", os pedidos vinham aos gritos. No intervalo de cada músi­ca, vinha o pedido do palco: "Calma! Este show foi feito para vocês ficarem numa boa. Desse jeito a gente vai ter de parar".
Em menos de meia hora de show, a primeira garota foi içada para o palco, histé­rica, semi-inconsciente. Zé Ramalho canta Admirá­vel Gado Novo. Num espaço de vinte minutos, mais 10 garotas saíram carregadas como a primeira. "Calma, calma!" Amelinha solta o seu Frevo Mulher.
O povo dança, mas a tensão não diminui, mais gente sobe para o palco, fugindo do sufoco. O frevo termina, Zé Ramalho e Amelinha vão para o fundo, onde ficam os camarins. As sessenta mil pessoas levam 15 minutos olhando para o palco vazio, até entender que o show acabou.
Um show de pouco mais de meia hora. Suspenso "por falta de segu­rança" para as 60 mi! pes­soas. Foi sábado passado, Zé Ramalho e Amelinha cantan­do de graça no Parque do Ibirapuera, São Paulo. Ai, meu Delis, o que é que está acontecendo, com a música popular brasileira?
Semanal de música: "Canja" 6 a 12 de junho de 1980

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Problema nas postagens

Pessoal como podem ter percebido em duas matérias postadas logo abaixo, depois de uns dias da postagem o texto ficou ilegível, não sei porque aconteceu isso, já tentei arrumar mas não consegui.

Portanto desde já peço desculpas pelo transtorno e futuramente poderei postar novamente aquelas matérias.

Grande abraço à toda nação ramalheana!!

abração ao meu grande amigo Zé Roberto, de Sao Paulo, pres. do fâ clube de Zé Geraldo: Viagens e Versos.

Valeu cara, foi muito bom te encontrar novamente no Orkut.

abraço.

Uma homenagem a Fausto Nilo com participação de Zé Ramalho

O poeta, letrista e arquiteto, Fausto Nilo, foi o homenageado do Carnaval 2010 de Fortaleza. Cearense de Quixeramobim, ele compôs várias músicas, muitas de Carnaval, que foram interpretadas por cantores famosos, como Fagner, Elba Ramalho, Gal Costa, Ney Matogrosso, Simone, Moraes Moreira, Dominguinhos, Zé Ramalho, entre outros.

Algumas musicas são bem conhecidas mas muitos não sabem que são de autoria de Fausto Nilo, como "Chão da Praça", "Quando Fevereiro Chegar", "Eu Também Quero Beijar" e "Zanzibar". O CD "Quando Fevereiro Chegar, uma lírica a Fausto Nilo" foi lançado pela Prefeitura de Fortaleza como parte da homenagem.

Nosso grnde mestre Zé Ramalho participa desse projeto cantando: "Periga Ser" e participa tambem da faixa "Bloco do Prazer".
Aqui tambem gostaria de deixar meus agradecimentos ao grande amigo Helder Fontenele que sempre nos traz novidades Ramalheanas.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

ZÉ RAMALHO nos 40 anos de LET IT BE








Já à venda em lojas como Saraiva, FNAC etc os CDs "Beatles 70" vols. 1 e 2, que continuam o projeto iniciado pelo selo Discobertas em 2008 (trilogia Album Branco) e que prosseguiu em 2009 (Beatles 69). O lançamento em SP rola segunda às 19hs na FNAC Paulista. Participação do mestre Zé Ramalho em 04 faixas

terça-feira, 11 de maio de 2010

PERIGO IMINENTE ( Guerra atômica e sambão no som do nordeste )

Já na contracapa, o novo LP de Zé Ra­malho, "A Terceira Lâmina", mostra o sinistro cogumelo de uma bomba atô­mica em explosão. "E uma advertên­cia", explica o cantor e compositor parai­bano. Ele acredita que a III Guerra Mun­dial está por chegar, e teme que os testes nucleares da Usina de Angra dos Reis acabem com "O restinho de mato que tem no nordeste". E por isso mesmo que, na maioria das onze faixas do LP, Ramalho prossegue em sua obsessão cóm as imagens apocalípticas, com o non-sense bombástico presente em seus dois LPs anteriores. "Pode ser que nin­guém me compreenda", admite ele em "Canção Agalopada".

Suas imagens são confusas, fragmenta­das, mas ele as transmite com tanta deter­minação que acaba convencendo o ouvin­te de seu sentido poético. "Eu não sou um grande cantor", confessa. "Prefiro recitar as letras. Os poucos fios melódi­cos apenas conduzem minhas imagens."

Mas, por difícil que seja a assimilação de suas canções, "A Terceira Lâmina" se impõe como um produto original de um artista extremamente peculiar. E inte­ressante o modo como ele encarna, ao mesmo tempo, o cantador do sertão nor­destino e o visionário iconoclasta da cida­de. Sua música surpreende de maneira agradável, como, por exemplo, na faixa "Filhos de ícaro", quando .a voz de Zé Ramalho é acompanhada por cuíca, tam­borim e reco-reco. Um ótimo achado pa­ra uma canção mais adequada a violeiros que ao ritmo de uma bateria de escola de samba.

Artur Xexéo


Revista Veja 18 de Março de 1981

ZÉ RAMALHO PROMESSA CUMPRIDA.

O "Jornal do Disco", editado por Okky de Souza e circulando como suplemento da revista "Somtrês", perguntou a cada uma das grava­doras brasileiras qual será o seu trunfo, em 1980, na guerra das pa­radas. A Bandeirantes respondeu: Grupo Paranga. A WEA, Oswaldo Montenegro. A RGE, Gilliard. A Top Tape, Gilson, A EML Djavan. A Som Livre, Olívia. A Continental, Paulo André Barata. A RCA. Dia­na Pequeno. A Polygram, Angela Ro Ro. E a CBS, o paraibano Zé Ramalho. Sobre o autor de Admirá­vel Gado Novo, A UNIÃO publica o texto do "Jornal do Disco".

"Entre as promessas para 1980, Zé Ramalho é uma que já se cumpriu. Vai longe o ano de 1977, quando Zé Ramalho da Paraíba era um tímido tocador de viola que acompanhava Alceu Valença numa temporada do show Vou Danado Pra Catende, em São Paulo, quando Zé abandonou um espetáculo na metade para voltar à sua Paraíba. A barra angustiante e competitiva foi demais para quem só queria mostrar o que sabia de música, depois de ouvir muito os artistas po­pulares do sertão nordestino.

"Hoje, dois LPS já lançados com sucesso (Zé Ramalho, em março de 78, e A Peleja do Diabo com o Dono do Céu, em setembro de 79), Zé Ra­malho pode ser considerado "um ve­terano da novíssima geração". Sua gravadora, a CBS, começou, com ele, a dar um decisivo impulso para o apa­recimento de discos de estreantes nor­destinos. Produzindo, compondo ou arranjando, Zé Ramalho tem partici­pado de vários desses discos.

"Apoiado nos sucessos de Avôhai, Vila do Sossego (do l9 LP), Admirável Gado Novo e Frevo Mu­lher, além da faixa-titulo (do 2»), ele

encerrou ao ano com o show de lança­mento do disco em São Paulo e no Rio, em duas semanas de verdadeiro delírio popular. O público que lotou o teatro, em todas as apresentações, já sabia cantar com ele quase todas as músicas e vibrou muito com os arran­jos tão densos quanto as letras que ele compõe, os bons músicos que o acom­panharam e até com a presença em uma das noites de um convidado es­pecial: Zé do Caixão, homenageado na capa do segundo disco, foi fazer ca­retas e mostrar as unhas como retri­buição a um dos mais ativos composi­tores do ano passado. Que mostrou fô­lego de sobra para entrar em 80 no mesmo ritmo".

Jornal A União Quarta Feira 5 de Março de 1980